12 março 2012 19h12 - Atualizado em 12 março 2012 19h43

                                             ** Retrospectivas celebram Eduardo Coutinho e Andrés Di Tella

                                                                          ** Estreia mundial de 25 títulos

                                          ** Seleção traz novos documentários de Frederick Wiseman, Rithy Panh,
                                                                     Victor Kossakovsky e Werner Herzog


                                  ** Premiados no Oscar, Amsterdã e Sundance e destaques de Cannes e Veneza

                                        ** Depois de São Paulo e Rio, itinerâncias em Brasília e Belo Horizonte

                                                                       ** Todas as sessões são gratuitas

Apresentando 80 títulos de 27 países, sendo 25 documentários em estreia mundial, o É Tudo Verdade – 17º Festival Internacional de Documentários apresenta a sua programação completa. O festival acontece entre os dias 22 de março e 01 de abril em São Paulo e Rio de Janeiro, simultaneamente. Haverá itinerâncias em Brasília, entre os dias 10 e 15 de abril, e pela primeira vez em Belo Horizonte, em maio próximo.

Fundado e dirigido pelo crítico Amir Labaki, o É Tudo Verdade – 17º Festival Internacional de Documentários é uma co-realização do Ministério da Cultura – MINC, Secretaria do Audiovisual – SAV,  PETROBRAS, BNDES, CCBB, CPFL Cultura, OI, SESC-SP, RIOFILME,  Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro - Lei de Incentivo à Cultura e  Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo – Programa de Ação Cultural 2012. Conta ainda com o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

“Poucas edições foram tão marcadas pela pluralidade dos registros no documentário”, afirma Amir Labaki. “Do filme-diário ao afresco planetário, da revisita ao passado íntimo ao exame da atual conjuntura sócio-econômica mundial, o arco é amplo e fascinante”.

As Sessões de Abertura, como já previamente anunciado, contarão com duas produções brasileiras que têm importantes personalidades e contextos musicais como denominador comum: Tropicália, de Marcelo Machado, que abre o festival em São Paulo, no dia 22, e Jorge Mautner – O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, que abre a versão carioca no dia 23.

A Seleção Internacional, dividida em mostras competitivas (longas e curtas) e informativas (Especiais, O Estado das Coisas, Foco Latino-Americano), apresenta obras premiadas em festivais como o de Amsterdã (IDFA, Holanda), Sundance (EUA), DocLisboa (Portugal) e Fidocs (Chile) e destaques da seleção não-ficcional de Cannes e Veneza. Em projeção especial, será exibido o vencedor do Oscar de curta-metragem deste ano, “Saving Face” de Daniel Jung e Sharmeen Obaid. Entre os títulos “hors concours”, encontram-se ainda os novos documentários de mestres como Frederick Wiseman (Crazy Horse), Juan Carlos Rulfo (Carrière 250 Metros), Micha X. Peled (Amargas Sementes), Rithy Panh (Duch), Victor Kossakovsky (Vivam os Antípodas) e Werner Herzog (Ao Abismo).

A Retrospectiva Internacional apresentará a obra de Andrés di Tella, cineasta argentino que já participou do festival com obras em competição (A Televisão e Eu) e,  em 2002, integrou o júri internacional. Inédita no Brasil, a mostra apresentará seus seis longas-metragens, além de um curta e uma média-metragem. “Andrés Di Tella vem desenvolvendo, no último quarto de século, uma obra delicada e complexa que, a um só tempo, indaga a própria identidade e o espírito da época, o engate entre os registros de ontem e os de hoje”, explica Amir Labaki.

Entre os longas, destaca-se o inédito Golpes de Machado (Hachazos, 2011), que recupera a trajetória de Claudio Caldini, um cineasta experimental de atuação marcabte nos anos 70 hoje recolhido em uma propriedade rural, num subúrbio de Buenos Aires. Di Tella foi também o criador e primeiro diretor do Bafici, o Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires.

A Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens apresentará sete filmes inéditos no país. Nessa seção, convivem lado a lado experientes diretores e cineastas estreantes. O título vencedor conquista, pelo sexto ano consecutivo, o Prêmio CPFL Energia / É Tudo Verdade, no valor de R$ 110 mil, e ainda um troféu, criado pelo artista plástico Carlito Carvalhosa.

A Competição Brasileira de Curtas-Metragens exibirá nove filmes, sendo seis em estreia mundial. O vencedor  receberá um prêmio no valor de R$ 10 mil e o Troféu É Tudo Verdade.

A Retrospectiva Brasileira convida a uma revisita do período de formação de Eduardo Coutinho como documentarista. “Coutinho – O Caminho até “Cabra”” apresenta sete títulos e dois debates com a participação do cineasta e colaboradores essenciais para a realização de “Cabra Marcado para Morrer” (1984) e para seu presente restauro pela Cinemateca Brasileira. Para Amir Labaki, “não haveria melhor oportunidade para reexaminar a própria obra e o processo de formação do Coutinho documentarista até a cristalização de seu primeiro clássico”.

A 12a edição da Conferência Internacional do Documentário discutirá esse ano a utilização de técnicas de animação nos filmes não ficcionais, sob o título “O Real Animado”. Realizada em parceria com a Cinemateca Brasileira, com o apoio do CINUSP Paulo Emílio e da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, a Conferência promoverá quatro mesas de debate e uma pequena mostra de filmes.

O material gráfico do É Tudo Verdade celebra a obra do fotógrafo nipo-brasileiro Roberto Yoshida (1911 – 1978). A foto Arranha-Céus, de 1959,  provocou intensa polêmica quando veio a público nos salões fotográficos paulistas da época, ao antever uma outra São Paulo a partir de uma composição produzida a partir do retalhamento de duas cópias de uma mesma fotografia da metrópole.

assessoria de imprensa