18 maio 2012 15h32

Na sexta-feira, 25/5, às 22 horas, o SESCTV exibirá episódio inédito da série TEMPORAL, uma realização do canal dirigida pelos cineastas Kiko Goifman e Olívia Brenga. No quarto episódio, Ciganos, os diretores passeiam pelo mundo destes peregrinos e mostram como este povo interage com outras culturas e com suas próprias raízes.
Produzida em 26 capítulos, a série recorta o cotidiano das relações intergeracionais para mostrar um mosaico da vida e tudo o que pode ser eternizado com a diversidade de experiências. Nesta série documental, amor, jogos, atividades físicas, sexualidade, cultura, culinária e comportamento são alguns dos temas abordados com linguagem sensível e divertida. 

Este episódio revela que não se sabe ao certo a origem do povo cigano, mas eles também parecem não se interessar muito por isso. Quando questionados sobre a nacionalidade, logo respondem: “Sou cigano”. O nomadismo, a religiosidade e a paixão pelas festas podem ser consideradas as principais raízes deste povo que, segundo estudos, pode ter surgido na Índia. Entre casamentos arranjados e costumes machistas aos olhos de quem vive fora da comunidade, eles seguem a tradição até hoje baseada totalmente na oralidade.

O programa é aberto com o depoimento de Julia Zakia, cineasta responsável pelo documentário Tarabatara, retrato de uma comunidade cigana do interior de Alagoas. Ela explica que seu encanto pelos ciganos começou ainda na infância, quando teve alguns ciganos como vizinhos. Anos mais tarde, realizando pesquisa, conheceu o Sr. Francisco, chefe de um grupo cigano, que permitiu a realização do documentário. “Foi um período longo. Houve momentos que quase esquecemos o que fazíamos ali, tamanha a fascinação pelos costumes deles”, comenta.

Os ciganos costumam se dedicar à religião católica, e Padre Rocha, outro personagem do episódio e nascido em família cigana, é a prova viva disso. Ele revela que a maioria dos artistas de circo são ciganos. “Eles costumam se esconder, porque ainda existe muito preconceito”, explica. Padre Rocha conta que largou sua família quando criança para acompanhar um grupo circense. Depois de um tempo voltou para a família e em seguida partiu para o seminário. “Parti para o seminário com o intuito de voltar para o circo. Percebi que eles se apegam muito à religião e isso me motivou a servir ao meu povo”, completa.

Outra questão muito presente nos depoimentos do episódio Ciganos é a relação dos mais novos com os mais velhos. Os mais idosos, apesar de, em geral, não estarem à frente das comunidades, são consultados nas decisões que definem o rumo do grupo.

Luciana Sampaio, outra personagem do episódio, é formada em letras e amante da fotografia. Começou sua história com o povo cigano ao procurar inspiração para um ensaio fotográfico. Ao contrário do que imaginou foi bem recebida por um grupo de mulheres ciganas que transitavam pelo Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, bairro da cidade de São Paulo. Luciana começou então sua pesquisa e chegou à conclusão de que no Brasil existe apenas uma descendência cigana, vinda de Portugal e originária do século 16. Há registros que indicam que o primeiro cigano no Brasil se chamava João Torres. O ensaio fotográfico de Luciana foi convertido no filme Diana e Djavan – Casamento Cigano, dirigido por ela Nele, há principalmente o registro dos costumes das crianças, criadas, segundo Luciana, como adultos e com muita liberdade.

Sandro, chefe de sua comunidade, conta como foi o seu casamento com uma mulher não cigana. Ela largou a família e se juntou ao grupo no início da adolescência. Há ciganos que preferem morar em casas ou apartamentos e há aqueles que não deixam a beira da estrada. Sandro está alojado com seu grupo em um único lugar e explica como lida com o nomadismo nos dias de hoje, já que encontra dificuldade em encontrar locais apropriados para alojamento, além dos recursos básicos para sobrevivência como água e luz. 

SERVIÇO

TEMPORAL – CIGANOS
Sexta-feira, 25/5, às 22h.
Reapresentações: 27/5, às 22h, e 29/5, às 23h.
Direção: Kiko Goifman e Olívia Brenga
Ano de produção: 2011
Realização: SESCTV
Produtora: PaleoTV
Classificação: Livre.


Sinopse: A cultura cigana é marcada pela oralidade. As crianças - para os nossos padrões convencionais - aproximam-se muito da imagem de pequenos adultos. Gozam de liberdade e casam muito cedo. Os homens vivem de pequenos negócios, as mulheres trabalham pesado. Para qualquer decisão importante, os mais velhos são consultados. Entre os principais personagens deste programa está Rocha, um padre católico completamente apaixonado pelos ciganos.

Sobre os diretores:
Formada em Audiovisual pela USP, com ênfase em montagem, Olívia Brenga trabalhou em curtas, longas e trabalhos para TV, nas áreas de edição, fotografia, direção e produção. Editou e foi assistente de direção da série HiperReal, com direção de Kiko Goifman. Foi assistente de montagem dos longas "Marighella" e "Contracorriente", e assistente de finalização de "Quanto Dura o Amor?".
Nascido em Belo Horizonte e radicado em São Paulo, Kiko Goifman se formou em antropologia pela UFMG e em multimeios pela Unicamp. Desde que entrou no mundo do cinema coleciona prêmios e obras. Entre a sua filmografia mais recente vale destacar “Olhe Pra Mim de Novo” (2011), codireção com Claudia Priscilla, que foi seleção do 39º Festival de Gramado, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio, além de estar entre os três melhores do Teddy Bear e Sessão Panorama do Festival de Berlim 2012. Outro destaque é o longa “FilmeFobia” (2008), grande vencedor do 41º Festival de Brasília, que rodou por festivais do mundo todo. Goifman também é autor do livro e CD-ROM “Valetes em Slow-Motion”, cujo tema central é a ideia de tempo no dia-a-dia da prisão.

Sobre o canal:
Um canal de televisão, 24 horas por dia dedicado à cultura, credenciado pelo Ministério da Cultura como canal de programação composto exclusivamente por obras cinematográficas e audiovisuais brasileiras de produção independente, conforme Portaria nº 137, publicada em 27 de outubro de 2010.
Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com grandes nomes da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.

Para sintonizar o SESCTV:
Aracaju, Net 26; Belém, Net 30; Belo Horizonte, Oi TV 28; Brasília, Net 3 (Digital); Campo Grande, JET 29; Curitiba, Net 11 (cabo) e 42 MMDS; Fortaleza, Net 3; Goiânia, Net 30; João Pessoa, Big TV 8, Net 92; Maceió, Big TV 8, Net 92; Manaus, Net 92; Natal, Cabo Natal 14 (analógico) e 510 (digital), Net 92; Porto Velho, Viacabo 7; Recife, TV Cidade 27, Rio de Janeiro, Net 137 (digital); São Luís, TVN 29; São Paulo, Net 137 (digital). No Brasil todo, Sky 3. Para outras localidades, consulte www.sesctv.org.br.

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Maio / 2012.

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